Soldar tubo com eletrodo revestido exige técnica, preparo adequado e atenção em cada etapa do processo. O segredo está na combinação correta entre o tipo de eletrodo, a regulagem da corrente, o chanfro bem executado e o controle dos passes de solda.
Esse processo é amplamente usado em instalações industriais, redes de tubulação, caldeiraria e manutenção geral, justamente pela versatilidade do eletrodo revestido. Ele funciona bem em diferentes posições, adapta-se a materiais variados e não exige equipamentos extremamente sofisticados.
Ao longo deste guia, você vai entender como preparar o tubo, escolher o eletrodo certo, ajustar a máquina e executar cada passe com qualidade. Também abordamos os erros mais frequentes e como inspecionar o resultado final, do passe de raiz ao acabamento.
O que é soldagem de tubo com eletrodo revestido?
A soldagem de tubo com eletrodo revestido é um processo de união de tubulações metálicas usando o calor gerado por um arco elétrico entre o eletrodo e a peça. O revestimento do eletrodo protege a poça de fusão dos gases atmosféricos e forma uma escória que auxilia na qualidade do cordão.
Esse processo também é chamado de SMAW (Shielded Metal Arc Welding) ou soldagem a arco manual. É considerado um dos mais versáteis da indústria, pois pode ser usado em campo aberto, em espaços confinados e em praticamente qualquer posição de soldagem.
Na soldagem de tubos, o processo envolve geralmente múltiplos passes: o passe de raiz, que fecha a junta internamente, o passe de enchimento, que preenche o chanfro, e o passe de acabamento, que finaliza o cordão externamente. Cada etapa tem suas particularidades e exige atenção específica.
Quais são os tipos de eletrodos revestidos usados em tubos?
A escolha do eletrodo depende do material do tubo, da posição de soldagem e da exigência mecânica da junta. Os mais usados em tubulações são:
- E6010 e E6011: ideais para o passe de raiz, especialmente em tubos de aço carbono. Penetram bem mesmo em superfícies com contaminação leve e trabalham bem em todas as posições.
- E7018: excelente para passes de enchimento e acabamento. Produz cordões com alta resistência mecânica e baixo teor de hidrogênio, reduzindo o risco de trincas. É um dos eletrodos mais usados em soldagem estrutural e de tubulações.
- E6013: mais indicado para trabalhos menos exigentes, em tubos de menor espessura e sem requisitos críticos. Fácil de usar, sendo muito comum em iniciantes.
- Eletrodos inoxidáveis (308, 309, 316): usados quando o tubo é de aço inoxidável, como em aplicações alimentícias ou químicas.
Para tubos de alta pressão ou com exigência de certificação, o E6010 no passe de raiz combinado com E7018 nos demais passes é a combinação mais consagrada na indústria.
Quais normas técnicas regulam a soldagem de tubos?
A soldagem de tubulações, especialmente em aplicações industriais e de pressão, é regulamentada por normas nacionais e internacionais que definem requisitos de qualificação, procedimentos e inspeção.
No Brasil, as principais referências são:
- ASME IX: norma americana amplamente adotada no Brasil para qualificação de procedimentos de soldagem (WPS) e soldadores. É obrigatória em vasos de pressão e tubulações industriais.
- NBR 14842: norma brasileira que trata de requisitos para soldagem em instalações de gás combustível.
- NR-13: regulamentação do Ministério do Trabalho voltada a vasos de pressão e tubulações, que exige documentação e qualificação dos soldadores envolvidos.
- AWS D1.1: norma para estruturas de aço, frequentemente referenciada em projetos de estruturas tubulares.
Em obras e instalações sujeitas a fiscalização, o soldador precisa ter qualificação formal com base nessas normas. Isso envolve testes práticos e emissão de registros documentados, conhecidos como RQPS ou WQTR.
Quais equipamentos são necessários para soldar tubos?
Para soldar tubos com eletrodo revestido, o equipamento principal é a máquina de solda, mas o conjunto completo vai muito além disso. Ter os itens certos garante segurança, qualidade e produtividade.
Os equipamentos e ferramentas essenciais incluem:
- Máquina de solda inversora ou transformadora com corrente CC ou CA
- Porta-eletrodo e cabo de retorno com grampo
- Esmerilhadeira angular para preparação do chanfro e limpeza
- Escova de aço e martelo de escória para limpeza entre passes
- Gabaritos e grampos de alinhamento para fixar os tubos antes de soldar
- Estufa ou secador de eletrodos, especialmente para o E7018
A qualidade dos cabos e conectores também impacta diretamente no desempenho do arco. Cabos subdimensionados causam queda de tensão e instabilidade na soldagem.
Qual máquina de solda escolher para tubos com eletrodo revestido?
Para soldagem de tubos com eletrodo revestido, as máquinas inversoras são as mais indicadas atualmente. Elas oferecem arco estável, boa regulagem de corrente, menor consumo de energia e são mais portáteis do que as máquinas transformadoras antigas.
Os critérios principais para escolher a máquina são:
- Faixa de corrente: para tubos industriais, uma máquina que opere entre 20 A e pelo menos 250 A cobre bem a maioria das aplicações com eletrodos de 2,5 mm a 4,0 mm.
- Ciclo de trabalho: indica por quanto tempo a máquina pode operar sem superaquecer. Para uso contínuo, prefira ciclos de 60% ou mais na corrente nominal.
- Compatibilidade com eletrodos celulósicos: máquinas que vão trabalhar com E6010 precisam ter boa capacidade de arco forçado, pois esse eletrodo exige abertura de arco mais agressiva.
Se você precisa de flexibilidade para usar outros processos além do eletrodo revestido, uma máquina multiprocessos pode ser uma boa escolha. Já quem quer saber quanto custa uma máquina de solda, os preços variam bastante conforme a potência e os recursos do equipamento.
Quais EPIs são obrigatórios na soldagem de tubos?
A soldagem de tubos gera radiação ultravioleta, respingos de metal fundido, fumaça e ruído. O uso correto dos EPIs não é opcional, é obrigação legal e questão de integridade física.
Os EPIs essenciais para soldagem com eletrodo revestido são:
- Máscara de solda: com lente de proteção adequada à corrente utilizada. As máscaras de escurecimento automático oferecem mais conforto e segurança na abertura do arco.
- Luvas de raspa de couro: protegem das faíscas e do calor radiante. Devem cobrir o punho.
- Avental ou jaqueta de couro: protege o tronco e os braços dos respingos.
- Botina de segurança com biqueira de aço: obrigatória para proteger os pés de respingos e peças quentes.
- Perneira de couro: recomendada em soldagem de tubos no chão ou em posições que exponham as pernas.
- Respirador para fumos metálicos: especialmente importante em espaços fechados ou quando o material solda gera fumos tóxicos, como aços galvanizados ou inoxidáveis.
Em ambientes confinados ou com acúmulo de fumaça, o uso de ventilação forçada ou equipamento de proteção respiratória autônomo pode ser necessário.
Como preparar o tubo antes de soldar com eletrodo revestido?
A preparação do tubo é uma das etapas mais subestimadas e, ao mesmo tempo, mais decisivas para a qualidade da solda. Uma junta mal preparada compromete a penetração, favorece a formação de porosidade e pode levar à reprovação na inspeção.
O processo de preparação envolve basicamente três frentes: o corte e abertura do chanfro, a limpeza das superfícies e o alinhamento correto dos tubos antes da soldagem.
Negligenciar qualquer uma dessas etapas impacta diretamente nos passes seguintes. Por isso, o tempo investido na preparação é sempre recuperado na qualidade do resultado final.
Como fazer o chanfro correto para a junta de tubo?
O chanfro é o perfil geométrico aberto nas bordas do tubo para permitir a fusão completa da junta. Sem ele, em tubos de maior espessura, o eletrodo não consegue fundir o material até a raiz, gerando falta de penetração.
Para entender melhor os tipos de chanfro e suas aplicações, vale consultar um guia sobre o que é chanfro de solda. Os mais comuns em tubos são:
- Chanfro em V simples: o mais utilizado em tubos de parede média. O ângulo total costuma ficar entre 60° e 70°, com nariz de 1,5 mm a 2 mm.
- Chanfro em J ou U: usado em tubos de parede espessa, pois reduz o volume de metal depositado.
- Junta de topo sem chanfro: aplicável apenas em tubos de parede fina, geralmente até 3 mm.
O chanfro pode ser feito com esmerilhadeira angular, com rebolo de desbaste ou com maçarico de corte. Após o chanfro, as arestas devem ser lixadas para remover irregularidades. O nariz, ou face da raiz, precisa ser uniforme para garantir a abertura correta e um passe de raiz consistente.
Como limpar e alinhar os tubos antes da soldagem?
A limpeza remove contaminantes que causam porosidade e inclusões na solda. Óleo, graxa, ferrugem, tinta e umidade são os principais vilões nessa etapa.
O procedimento correto de limpeza envolve:
- Remover tintas e revestimentos na área de soldagem com esmerilhadeira ou disco de lixa.
- Limpar com solvente adequado (acetona ou similar) para eliminar óleo e graxa.
- Usar escova de aço para remover oxidação superficial.
- Secar bem a superfície antes de iniciar a soldagem.
Para o alinhamento, o ideal é usar grampos de alinhamento ou dispositivos específicos para tubos, que centralizam as peças e mantêm a folga de raiz uniforme ao redor de toda a circunferência. A folga de raiz para eletrodo revestido costuma ficar entre 2 mm e 3 mm, dependendo do diâmetro do eletrodo e do tipo de chanfro.
Antes de soldar, faça pontos de solda (tacks) espaçados igualmente ao redor do tubo para fixar o alinhamento. Esses pontos devem ser suficientemente robustos para aguentar as tensões geradas durante a soldagem, mas não tão largos a ponto de dificultar a abertura do arco no passe de raiz.
Como soldar tubo com eletrodo revestido passo a passo?
Com o tubo preparado e os equipamentos ajustados, o processo de soldagem segue uma sequência lógica que começa pelo ajuste da corrente e termina no passe de acabamento. Cada fase exige atenção específica e não deve ser apressada.
A soldagem de tubos com eletrodo revestido é dividida em passes: raiz, enchimento e acabamento. Cada um tem função distinta e parâmetros de execução próprios. Respeitar essa sequência é o que garante uma junta com integridade mecânica e vedação adequada.
Como ajustar a corrente elétrica para soldar tubos?
A regulagem correta da corrente é fundamental para obter penetração adequada sem queimar o material ou criar defeitos. A referência geral é usar entre 30 A e 40 A por milímetro de diâmetro do eletrodo, mas isso varia conforme o tipo de eletrodo, a posição e a espessura do tubo.
Referências práticas por eletrodo:
- E6010 (3,2 mm): passe de raiz em tubos, corrente em torno de 70 A a 90 A em CC+
- E7018 (3,2 mm): passes de enchimento, corrente entre 90 A e 120 A em CC+
- E7018 (4,0 mm): passes de acabamento em tubos maiores, corrente entre 130 A e 160 A
Para mais detalhes sobre a amperagem certa para cada eletrodo, vale conferir as orientações sobre amperagem para soldar com eletrodo 6013, que seguem lógica semelhante. Sempre faça um teste em chapa antes de iniciar a soldagem no tubo para verificar se o arco está estável e a penetração está correta.
Como executar o passe de raiz em tubos com eletrodo revestido?
O passe de raiz é o mais crítico de toda a soldagem de tubo. Ele define a qualidade da fusão na parte interna da junta e, uma vez executado, é difícil de corrigir sem remoção completa do material depositado.
Para executar o passe de raiz corretamente:
- Use eletrodo E6010 ou E6011 em diâmetro de 2,5 mm ou 3,2 mm, dependendo da abertura da folga de raiz.
- Posicione o eletrodo com ângulo de trabalho de 90° em relação ao tubo e ângulo de progressão de 5° a 10° no sentido do avanço.
- Mantenha o arco curto, praticamente tocando a raiz do chanfro. Isso é especialmente importante com o E6010, que exige arco curto e forçado.
- Avance de forma uniforme, observando a formação do “buraco de fechadura” (keyhole) na poça, sinal de que há penetração completa.
- Controle a velocidade de avanço para evitar perfuração ou falta de fusão.
Após o passe de raiz, remova toda a escória com martelo e escova de aço antes de iniciar o próximo passe.
Como realizar o passe de enchimento e acabamento no tubo?
Com a raiz concluída e limpa, os passes de enchimento preenchem o volume do chanfro. O E7018 é o eletrodo mais indicado para essa fase, pois deposita cordões largos, com boa resistência mecânica e baixa geração de hidrogênio.
Para os passes de enchimento:
- Use movimentos de tecimento (zigue-zague) para preencher o chanfro uniformemente.
- Mantenha a corrente dentro da faixa recomendada e não force demais a velocidade de avanço.
- Limpe a escória completamente entre cada passe. Incluir escória no próximo cordão é um dos erros mais comuns e gera inclusões que enfraquecem a junta.
- Não deixe o chanfro transbordante: o último passe de enchimento deve ficar levemente abaixo da superfície do tubo para dar espaço ao acabamento.
O passe de acabamento é o cordão final, visível externamente. Ele deve ter largura e reforço uniformes, sem mordeduras nas bordas (undercut) nem sobreposição excessiva. Um acabamento bem executado também facilita a inspeção visual e os ensaios não destrutivos.
Qual a melhor posição de soldagem para tubos?
A posição de soldagem depende de como o tubo está instalado ou posicionado. Em bancadas ou quando é possível girar o tubo, a posição plana (1G) é a mais fácil e permite depositar cordões de melhor qualidade com menos esforço.
As principais posições em tubos são:
- 1G (tubo girando, eixo horizontal): posição plana, mais simples e produtiva.
- 2G (tubo fixo, eixo vertical): soldagem na posição horizontal ao redor do tubo.
- 5G (tubo fixo, eixo horizontal): exige soldagem em todas as posições sem girar o tubo: plana no topo, vertical nas laterais e sobrecabeça na parte inferior. É uma das mais exigentes.
- 6G (tubo fixo, eixo inclinado a 45°): considerada a posição mais desafiadora, usada em provas de qualificação de soldadores.
Para quem está aprendendo, começar pela posição 1G e evoluir gradualmente para as demais é a forma mais eficiente de desenvolver habilidade. Em campo, a posição 5G é a mais frequente em instalações fixas de tubulação.
Quais são os erros mais comuns ao soldar tubos com eletrodo?
Mesmo soldadores experientes cometem erros quando não prestam atenção nos detalhes. Na soldagem de tubos, os defeitos mais frequentes são porosidade, trincas, falta de fusão, mordedura e inclusão de escória.
Identificar esses defeitos cedo, ainda durante a execução, evita retrabalho e garante que a junta atenda aos requisitos de qualidade. A maioria dos problemas tem origem na preparação inadequada, na regulagem errada da corrente ou na técnica de manipulação do eletrodo.
Como evitar porosidade e trincas na solda de tubos?
A porosidade aparece como pequenos poros ou cavidades no cordão de solda, causados principalmente por contaminação da poça de fusão com gases. As causas mais comuns são:
- Umidade no eletrodo, especialmente no E7018, que é higroscópico e deve ser armazenado em estufa
- Superfície do tubo com óleo, graxa ou umidade não removidos na limpeza
- Arco muito longo, que expõe a poça aos gases atmosféricos
- Corrente muito baixa, que não funde o revestimento adequadamente
Para prevenir trincas, o principal cuidado é controlar o aporte térmico e, em materiais mais sensíveis, aplicar pré-aquecimento conforme indicado pelo procedimento de soldagem. Trincas a frio, comuns em aços de maior resistência, são favorecidas pelo hidrogênio no metal depositado, razão pela qual o E7018 é preferido em aplicações críticas.
Manter os eletrodos em estufa a temperatura adequada (entre 120°C e 150°C para o E7018) é uma das medidas mais eficazes para evitar os dois problemas ao mesmo tempo.
Como corrigir falta de fusão na junta do tubo?
A falta de fusão ocorre quando o metal depositado não se une completamente ao metal de base ou ao passe anterior. É um defeito grave, especialmente em tubulações de pressão, pois cria descontinuidades internas que podem propagar trincas sob esforço.
As causas mais frequentes são:
- Corrente muito baixa para o diâmetro do eletrodo usado
- Velocidade de avanço excessiva, sem tempo suficiente para fusão
- Ângulo de eletrodo incorreto, que direciona o calor para fora da junta
- Chanfro muito fechado ou nariz muito largo, dificultando o acesso ao fundo da junta
Quando a falta de fusão é identificada por inspeção, a correção exige remoção completa do material com esmerilhadeira ou goivagem a arco, seguida de nova soldagem na região afetada. Não é possível “cobrir” a falta de fusão com um passe adicional sem remover o defeito antes.
Como inspecionar a solda de tubo com eletrodo revestido?
A inspeção da solda de tubo é obrigatória em aplicações industriais e recomendada mesmo em serviços mais simples. Ela confirma se a junta está dentro dos critérios de aceitação definidos pela norma aplicável ou pelo projeto.
A inspeção começa ainda durante a soldagem, com a limpeza e a verificação visual entre passes. Após a conclusão, a junta pode ser avaliada por inspeção visual, ensaios não destrutivos ou, em casos extremos, por ensaios destrutivos em corpos de prova.
Quando usar inspeção visual e ensaios não destrutivos em tubos?
A inspeção visual é sempre o primeiro passo. Ela avalia a geometria do cordão, presença de mordeduras, reforço excessivo, trincas superficiais e irregularidades visíveis. Deve ser feita após a limpeza da escória, com boa iluminação e, quando necessário, com auxílio de lupa.
Os ensaios não destrutivos (END) mais usados em tubos soldados com eletrodo revestido são:
- Líquido penetrante (LP): detecta descontinuidades superficiais. Simples, de baixo custo e aplicável em campo.
- Partícula magnética (PM): detecta descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos.
- Radiografia industrial (RT): revela descontinuidades internas como porosidade, inclusão de escória e falta de fusão. Obrigatória em tubulações de pressão em muitos projetos.
- Ultrassom (UT): alternativa à radiografia para detecção de defeitos internos, muito usado quando a radiografia não é viável.
A escolha do ensaio depende da norma aplicável, do nível de criticalidade da tubulação e dos recursos disponíveis. Em sistemas de alta pressão ou temperatura, a combinação de RT ou UT com inspeção visual é o padrão mínimo esperado.
Eletrodo revestido ou MIG/MAG: qual é melhor para soldar tubos?
A comparação entre eletrodo revestido e MIG/MAG na soldagem de tubos não tem uma resposta absoluta. Cada processo tem vantagens em contextos específicos.
O eletrodo revestido leva vantagem em:
- Trabalhos em campo, sem infraestrutura fixa
- Locais de difícil acesso ou espaços confinados
- Situações onde não é viável levar cilindro de gás de proteção
- Manutenção e reparos pontuais
O MIG/MAG se destaca em:
- Produção em série com alta produtividade
- Tubos de parede fina, onde o controle do aporte térmico é mais crítico
- Ambientes controlados, como oficinas e fabricação industrial
Em instalações industriais fixas, como refinarias e plantas químicas, o processo TIG é frequentemente usado no passe de raiz, seguido de eletrodo revestido ou MIG nos passes subsequentes. Para quem quer explorar outras opções, vale comparar também as vantagens da solda MIG sem gás em aplicações específicas.
No fim, a escolha depende das condições de trabalho, do material do tubo, dos requisitos da norma e dos equipamentos disponíveis.
Quais são as aplicações mais comuns da soldagem de tubos?
A soldagem de tubos com eletrodo revestido está presente em praticamente todos os setores industriais que dependem de tubulações para transporte de fluidos, gases ou estruturas tubulares.
As aplicações mais frequentes incluem:
- Caldeiraria e vasos de pressão: fabricação e manutenção de equipamentos que operam sob pressão, como caldeiras, trocadores de calor e tanques.
- Instalações de petróleo e gás: soldagem de tubulações de produção, transporte e refinamento, com exigências rigorosas de qualificação.
- Redes de utilidades industriais: vapor, ar comprimido, água industrial, gases especiais e sistemas de refrigeração.
- Construção civil e infraestrutura: estruturas tubulares metálicas, pontes, torres e coberturas.
- Serralheria e manutenção geral: grades, portões, suportes e reparos em estruturas tubulares de menor porte.
Em aplicações que envolvem tubos de aço inoxidável, como em indústrias alimentícias e farmacêuticas, o processo exige cuidados adicionais com a escolha do eletrodo e a proteção contra contaminação. Você pode aprender mais sobre os detalhes da soldagem de aço inoxidável para esses contextos específicos. Já para quem precisa soldar dois tubos redondos em diferentes ângulos, existem técnicas específicas que facilitam o alinhamento e a execução dos passes.

