O eletrodo 7018 é um dos mais utilizados na soldagem profissional por arco elétrico. Ele produz soldas de alta resistência mecânica, com baixo teor de hidrogênio e acabamento limpo, sendo a escolha padrão em estruturas metálicas, vasos de pressão e aplicações que exigem integridade da junta.
Para soldar bem com o 7018, alguns cuidados são indispensáveis: o eletrodo precisa ser estuado antes do uso, a máquina deve fornecer corrente contínua com polaridade correta, e a técnica de manipulação do arco faz diferença direta na qualidade do cordão.
Este guia cobre tudo o que você precisa saber para usar o eletrodo 7018 com segurança e resultado profissional, desde a preparação dos materiais até os erros mais comuns que comprometem a solda.
O que é o eletrodo 7018 e para que ele serve?
O eletrodo 7018 é um eletrodo revestido de baixo hidrogênio, utilizado na soldagem por arco elétrico manual (processo SMAW). Seu revestimento é composto principalmente por carbonato de cálcio e fluorita, o que reduz drasticamente o teor de hidrogênio difusível na solda e minimiza o risco de trincas a frio.
Ele é indicado para soldar aços carbono e aços de baixa liga, especialmente quando a junta exige resistência mecânica elevada, tenacidade e ductilidade. Por isso, é amplamente adotado em estruturas soldadas que passam por inspeção técnica ou normas específicas de qualidade.
A nomenclatura “7018” segue o padrão AWS (American Welding Society). Cada número tem um significado técnico direto, que você verá na próxima seção.
Quais são as características técnicas do eletrodo E-7018?
O código E-7018 descreve com precisão as propriedades do eletrodo:
- E: eletrodo para soldagem por arco elétrico
- 70: resistência à tração mínima do metal depositado, em torno de 70.000 psi (aproximadamente 480 MPa)
- 1: adequado para soldagem em todas as posições (plana, horizontal, vertical e sobre-cabeça)
- 8: revestimento básico de baixo hidrogênio, corrente contínua com eletrodo positivo (CC+) ou corrente alternada
O metal depositado pelo 7018 apresenta boa tenacidade mesmo em temperaturas negativas, alongamento elevado e baixa sensibilidade a trincas. Essas características tornam este eletrodo preferido em aplicações estruturais críticas.
O diâmetro disponível costuma variar entre 2,5 mm e 6,0 mm, e a escolha depende da espessura do material a ser soldado e da posição de soldagem.
Qual a diferença entre o 7018 e outros eletrodos revestidos?
A principal diferença está no tipo de revestimento. Enquanto o 7018 tem revestimento básico (baixo hidrogênio), eletrodos como o 6013 possuem revestimento rutílico, e o 6010 ou 6011 têm revestimento celulósico. Cada tipo tem comportamento distinto no arco e propriedades mecânicas diferentes no depósito.
Comparando com o 6013, por exemplo:
- O 6013 é mais fácil de usar, tolera corrente alternada e não exige estuagem rigorosa, mas entrega resistência mecânica e tenacidade inferiores
- O 7018 exige equipamento adequado, estuagem antes do uso e técnica mais apurada, mas produz soldas de qualidade superior, com menor risco de trincas
Já em relação ao 6010 e 6011, eletrodos celulósicos usados em passes de raiz em tubulações, o 7018 é aplicado nos passes de enchimento e acabamento, pois seu arco não penetra tanto, mas o depósito é mais limpo e resistente.
Em resumo, o 7018 não é o eletrodo mais simples de usar, mas é o mais indicado quando a resistência e a confiabilidade da solda são prioridade.
Quais equipamentos são necessários para soldar com 7018?
Para trabalhar com o eletrodo 7018 de forma correta, o equipamento precisa atender alguns requisitos mínimos. O uso de máquinas inadequadas compromete a abertura do arco, gera instabilidade e aumenta o risco de defeitos na solda.
Os equipamentos essenciais são:
- Máquina de solda com saída em corrente contínua (CC), preferencialmente inversora ou retificadora
- Porta-eletrodo de boa qualidade, com isolamento adequado para a amperagem utilizada
- Cabos de solda com bitola compatível com a corrente de trabalho
- Estufa ou reestufa de eletrodos, para manter o revestimento seco
- EPI completo: máscara de solda com lente adequada, luvas de raspa, avental e bota de segurança
Além disso, é recomendável usar escovas de aço e martelo de escória para limpeza entre passes, principalmente em soldas de múltiplos passes exigidas em chapas mais espessas.
Posso usar transformador comum para soldar com o 7018?
Não é recomendado. O eletrodo 7018 foi desenvolvido para operar em corrente contínua com polaridade reversa (CC+, eletrodo no polo positivo). Transformadores comuns fornecem corrente alternada (CA), e isso prejudica a estabilidade do arco com este tipo de revestimento básico.
Alguns fabricantes produzem versões do 7018 compatíveis com CA, geralmente identificadas como “7018 AC”, mas o desempenho ainda é inferior ao obtido com corrente contínua. Se a máquina disponível for apenas um transformador, vale avaliar o uso de um eletrodo alternativo como o 6013, que trabalha bem em CA.
Para quem solda profissionalmente ou precisa de resultados confiáveis, investir em uma máquina inversora é a melhor decisão. As inversoras modernas são leves, eficientes e entregam corrente contínua estável, o que facilita muito o trabalho com eletrodos de baixo hidrogênio.
Qual a amperagem ideal para cada diâmetro do eletrodo 7018?
A amperagem correta depende principalmente do diâmetro do eletrodo. Usar corrente abaixo do ideal causa falta de fusão e inclusão de escória. Usar corrente acima do recomendado gera superaquecimento, respingos excessivos e pode queimar o revestimento.
Como referência geral para o 7018 em CC+:
- 2,5 mm: entre 70 e 100 A
- 3,25 mm: entre 100 e 145 A
- 4,0 mm: entre 140 e 190 A
- 5,0 mm: entre 180 e 240 A
- 6,0 mm: entre 230 e 300 A
Esses valores são orientativos. A posição de soldagem também influencia a amperagem ideal: em posição vertical ascendente, por exemplo, costuma-se reduzir a corrente em relação à posição plana, para ter mais controle sobre a poça de fusão. Sempre consulte as recomendações do fabricante do eletrodo e faça testes antes de soldar a peça definitiva.
Como preparar o eletrodo 7018 antes de soldar?
A preparação do eletrodo 7018 antes do uso não é opcional. Por ter revestimento básico, esse eletrodo absorve umidade com facilidade, e a presença de umidade no revestimento é a principal causa de porosidade e trincas a frio na solda.
O processo de preparação envolve dois passos principais: a estuagem (secagem em estufa) e o armazenamento correto até o momento do uso. Eletrodos expostos ao ar por tempo prolongado precisam ser reestuados antes de qualquer aplicação crítica.
Por que o eletrodo 7018 precisa ser estuado antes do uso?
O revestimento básico do 7018 é higroscópico, ou seja, absorve a umidade do ambiente com relativa facilidade. Quando há umidade no revestimento, ela se decompõe durante a soldagem e libera hidrogênio na poça de fusão. Esse hidrogênio difunde pelo metal depositado e pode causar trincas horas ou dias depois da soldagem, especialmente em materiais de maior resistência ou em juntas com restrição de contração.
Por isso, normas técnicas como a AWS D1.1 (estruturas de aço) determinam limites rígidos para a exposição do eletrodo 7018 após a estuagem. Em aplicações críticas, o tempo máximo de exposição ao ar pode ser inferior a quatro horas.
A estuagem elimina essa umidade e garante que o teor de hidrogênio difusível do depósito fique dentro dos limites aceitáveis, que é exatamente o que diferencia um eletrodo “baixo hidrogênio” na prática.
Qual a temperatura e tempo corretos de estuagem do 7018?
A estuagem do eletrodo 7018 deve ser feita em estufa específica para eletrodos, com controle de temperatura. As condições recomendadas pela maioria dos fabricantes são:
- Temperatura de estuagem: entre 300°C e 400°C
- Tempo de permanência: de 1 a 2 horas nessa faixa de temperatura
Após a estuagem, os eletrodos devem ser transferidos para uma reestufa de manutenção (temperatura entre 100°C e 150°C) e retirados conforme a necessidade, em pequenas quantidades para uso imediato.
Nunca estue o eletrodo 7018 em temperaturas acima de 430°C. O calor excessivo pode danificar o revestimento e comprometer as propriedades do eletrodo. Da mesma forma, estufar a temperaturas muito baixas (como em fornos domésticos a 80°C ou 100°C) não é suficiente para remover a umidade absorvida.
Como armazenar o eletrodo 7018 corretamente?
O armazenamento adequado começa antes mesmo da estuagem. As embalagens originais (geralmente latas herméticas ou caixas com selagem) devem ser mantidas fechadas até o momento do uso. Uma vez abertas, os eletrodos precisam ser protegidos da umidade ambiente.
Boas práticas de armazenamento:
- Mantenha os eletrodos em estufa de manutenção (entre 100°C e 150°C) após abrir a embalagem
- Evite armazenar em ambientes úmidos, como almoxarifados sem climatização próximos a áreas abertas
- Não deixe os eletrodos sobre o piso ou em contato com superfícies frias e úmidas
- Eletrodos que ficaram expostos ao ar por mais de quatro horas devem ser reestuados antes de uso em aplicações críticas
Em ambientes industriais com alta umidade relativa, o controle de estoque dos eletrodos 7018 é parte do plano de qualidade da soldagem, assim como o registro de lote e condições de estuagem.
Como soldar com eletrodo 7018 passo a passo?
Com a máquina ajustada e o eletrodo devidamente preparado, é hora de executar a soldagem. O processo SMAW com o 7018 exige atenção à abertura do arco, posição de trabalho, ângulo do eletrodo e velocidade de avanço. Cada um desses fatores influencia diretamente o perfil do cordão, a penetração e a qualidade final da junta.
A seguir, os pontos mais importantes de cada etapa da soldagem com este eletrodo.
Como fazer a abertura do arco com o eletrodo 7018?
O eletrodo 7018 tem abertura de arco um pouco mais exigente do que eletrodos rutílicos como o 6013. O revestimento básico é mais denso e precisa de um toque mais firme para iniciar o arco sem que o eletrodo cole na peça.
Existem dois métodos de abertura de arco no processo SMAW:
- Método de raspagem (scratch start): arrasta o eletrodo como se fosse riscar um fósforo. É mais fácil para iniciantes, mas pode marcar a superfície da peça
- Método de toque (tap start): toca a peça verticalmente e recua rapidamente. Exige mais prática, mas é o mais utilizado profissionalmente
Com o 7018, o comprimento do arco deve ser mantido curto, aproximadamente igual ao diâmetro do núcleo do eletrodo. Um arco longo demais gera instabilidade, respingos e pode causar porosidade por contaminação atmosférica. Mantenha o eletrodo próximo à poça de fusão e avance de forma constante.
Qual a posição de soldagem correta para o 7018?
O eletrodo 7018 é classificado para todas as posições de soldagem, o que o torna bastante versátil. No entanto, cada posição exige ajustes de corrente e técnica.
- Posição plana (1G/1F): a mais fácil. Permite maior amperagem e cordões mais largos
- Posição horizontal (2G/2F): exige atenção ao ângulo lateral para evitar que a poça escorra para baixo
- Posição vertical ascendente (3G/3F): requer redução de amperagem e técnica de tecimento adequada para controlar a poça
- Posição sobre-cabeça (4G/4F): a mais desafiadora. Necessita de arco mais curto ainda e menor amperagem para evitar escorrimento de metal
Para quem está aprendendo a soldar com o 7018, praticar primeiro na posição plana até dominar o comportamento da escória e da poça é a abordagem mais eficiente antes de avançar para posições mais difíceis. Entender a diferença entre solda ascendente e descendente também ajuda a escolher a técnica certa para cada situação.
Qual o ângulo e a velocidade de avanço recomendados?
O ângulo do eletrodo em relação à junta deve ser de cerca de 70° a 80° em relação à superfície da peça (ângulo de trabalho), com uma inclinação de avanço de 5° a 15° na direção do deslocamento. Esse ângulo de arrasto (ou de avanço) ajuda a empurrar a escória para trás da poça, evitando inclusões.
Para a velocidade de avanço, a referência visual mais confiável é o próprio cordão: a largura e o perfil devem ser uniformes ao longo de toda a solda. Se o avanço for rápido demais, o cordão fica estreito e com pouca penetração. Se for lento demais, acumula muito metal e a escória pode ser aprisionada.
Com o eletrodo 7018, o tecimento é bastante comum, especialmente em passes de enchimento e acabamento. Os padrões mais usados são o de meia-lua e o triangular. O importante é manter uma pausa breve nas bordas do tecimento para garantir fusão lateral adequada e evitar mordedura de borda.
Em quais materiais e aplicações o 7018 é indicado?
O eletrodo 7018 é projetado para aços carbono e aços de baixa liga. Seu depósito com baixo hidrogênio e alta resistência mecânica o torna adequado para situações onde a junta soldada vai suportar cargas elevadas, vibrações ou variações de temperatura.
Ele não é indicado para aços inoxidáveis, alumínio ou outros metais não ferrosos. Para essas aplicações, existem consumíveis específicos desenvolvidos para cada liga.
O eletrodo 7018 pode ser usado em aços de alta resistência?
Sim, e essa é uma das principais vantagens do 7018. Aços de alta resistência e baixa liga (ARBL) são mais sensíveis a trincas induzidas por hidrogênio do que os aços carbono comuns. Por isso, nesses materiais o uso de um eletrodo de baixo hidrogênio como o 7018 não é apenas recomendado, mas muitas vezes exigido por norma.
Em chapas de maior espessura ou com composição química que eleva o carbono equivalente, pode ser necessário aplicar pré-aquecimento antes da soldagem para reduzir o gradiente térmico e minimizar ainda mais o risco de trincas. A temperatura de pré-aquecimento varia conforme o grau do aço e a espessura da peça.
Para aços como o Hardox e similares, a atenção aos procedimentos de soldagem é ainda mais crítica. Soldar chapas Hardox 450 requer controle rigoroso de temperatura e consumível adequado.
Quais são as aplicações industriais mais comuns do E-7018?
O E-7018 está presente em praticamente todos os segmentos que trabalham com estruturas de aço. As aplicações mais frequentes incluem:
- Construção metálica e estruturas: vigas, pilares, treliças e pórticos industriais. Para quem trabalha com esse tipo de aplicação, entender como soldar vigas corretamente faz diferença nos resultados
- Vasos de pressão e caldeiras: onde normas como a ASME exigem eletrodos de baixo hidrogênio
- Dutos e tubulações industriais: em passes de enchimento e acabamento
- Equipamentos de mineração e agronegócio: estruturas sujeitas a cargas dinâmicas e impactos
- Manutenção industrial: reparos em componentes de aço carbono e baixa liga
Em serralherias e oficinas gerais, o 7018 também é utilizado em fabricação de grades, portões e estruturas decorativas quando a resistência da junta é prioritária sobre a facilidade de uso.
Quais são os erros mais comuns ao soldar com eletrodo 7018?
Mesmo soldadores experientes cometem erros ao trabalhar com o 7018, especialmente quando mudam de eletrodo rotílico para básico sem ajustar a técnica. Conhecer os defeitos mais frequentes ajuda a identificar a causa e corrigi-la antes que comprometa a integridade da junta.
Os problemas mais recorrentes são porosidade, inclusão de escória, falta de fusão, mordedura de borda e trincas. Cada um tem causas específicas e pode ser prevenido com ajustes relativamente simples.
Por que surgem porosidades na solda com 7018 e como evitar?
A porosidade é a descontinuidade mais comum no uso do 7018 e quase sempre está relacionada à umidade no revestimento do eletrodo. Quando o revestimento absorveu umidade, ele libera hidrogênio durante a soldagem, e parte desse gás fica aprisionado no metal antes de solidificar, formando poros.
Outras causas de porosidade incluem:
- Arco longo demais, que expõe a poça à atmosfera
- Superfície da peça contaminada com óleo, graxa, ferrugem ou tinta
- Corrente muito baixa, que dificulta a fusão e o escape de gases
Para evitar, a sequência é simples: estue o eletrodo antes do uso, limpe bem a superfície do metal-base, mantenha o arco curto e ajuste a amperagem dentro da faixa recomendada. O tema da porosidade na soldagem tem causas semelhantes em diferentes processos, e entendê-las ajuda a prevenir o defeito independentemente do método usado.
Como evitar trincas e descontinuidades na solda com 7018?
As trincas associadas ao 7018 costumam ser trincas a frio, que aparecem após o resfriamento da junta, às vezes horas ou dias depois. A causa principal é o hidrogênio difusível no depósito, combinado com tensões residuais e uma microestrutura suscetível.
Para prevenir:
- Estue o eletrodo corretamente e não use consumíveis que ficaram expostos ao ar por tempo longo
- Aplique pré-aquecimento quando o metal-base exigir, especialmente em espessuras maiores ou aços de maior carbono equivalente
- Evite resfriamento brusco da peça após a soldagem. Deixe o conjunto resfriar lentamente ou aplique pós-aquecimento quando indicado
- Não interrompa a soldagem em passes incompletos. A descontinuidade da junta aumenta as tensões locais
Além das trincas, a inclusão de escória é outro defeito frequente. Ela ocorre quando a escória não é removida entre passes ou quando a velocidade de avanço é muito baixa e a escória avança junto com a poça. Limpar bem a escória de cada passe antes de depositar o seguinte é uma prática básica que faz diferença significativa na qualidade final.
Quais são os melhores eletrodos 7018 disponíveis no mercado?
O mercado brasileiro oferece diversas opções de eletrodo 7018, com variações de preço, desempenho e disponibilidade. A escolha do produto certo depende da aplicação, do volume de consumo e do nível de exigência técnica do serviço.
Há marcas nacionais consolidadas e marcas importadas que atendem ao mercado industrial. Em aplicações que exigem rastreabilidade e certificação, sempre verifique se o eletrodo possui certificação por organismo reconhecido e se o fabricante fornece o certificado de qualidade do lote.
Quais marcas de eletrodo 7018 são mais confiáveis?
No mercado nacional, algumas marcas se destacam pelo histórico de desempenho e aceitação entre profissionais da soldagem:
- Esab: fabricante global com forte presença no Brasil, oferece o 7018 em diferentes versões, incluindo versões AC e de alto rendimento
- Lincoln Electric: referência internacional, com eletrodos 7018 amplamente utilizados em aplicações estruturais e de pressão
- Oerlikon: marca reconhecida por qualidade consistente, com distribuição nacional
- Belgo (atualmente dentro da portfólio da ArcelorMittal): eletrodos produzidos localmente e com boa aceitação em indústrias brasileiras
Para aplicações gerais em oficinas e serralherias, marcas de nível intermediário também atendem bem desde que o produto venha devidamente embalado, com identificação de lote e dentro do prazo de validade da embalagem. O critério mais importante é sempre a condição de armazenamento e a estuagem antes do uso.
Vale a pena comprar eletrodo 7018 em caixa de 5 kg?
Depende do volume de uso. Para quem solda com frequência, a caixa de 5 kg representa economia por quilograma de eletrodo em comparação com embalagens menores. Além disso, o custo de armazenamento e gestão de estoque por unidade cai com volumes maiores.
No entanto, há um ponto de atenção: uma vez aberta a embalagem, os eletrodos precisam ser transferidos para estufa de manutenção. Se o consumo for baixo e a estufa não estiver disponível, abrir uma caixa de 5 kg e deixar os eletrodos expostos ao ar por dias é um erro que compromete todo o lote.
Para operações que usam o 7018 como eletrodo principal, com estufa disponível e consumo regular, a caixa de 5 kg é a melhor relação custo-benefício. Para usos esporádicos, embalagens menores ou latas herméticas de 1 kg são mais adequadas, pois reduzem o risco de desperdício por umidade.
Se você está estruturando uma operação de soldagem e quer garantir equipamentos de qualidade para trabalhar com eletrodos de alta performance como o 7018, contar com máquinas adequadas faz toda a diferença no resultado final.

